Crítica: La La Land – Cantando Estações – por Mavi Tartaglia

Sinopse: “Em Los Angeles, Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista de jazz cheio de marra e vaidoso que acaba se apaixonando por uma atriz aspirante, a sonhadora Mia (Emma Stone). Mas esse amor passa por várias provações, já que começam a se dedicar mais e mais ao trabalho à medida em que vão se tornando bem-sucedidos pouco a pouco.”
La La Land é o mais recente filme que tem arrebatado corações nos últimos dias, além de milhares de prêmios nessa época de premiações (no Globo de Ouro, levou todos que concorria).
É um musical que logo no inicio já mostra para que veio. Sua abertura já é com uma música viciante e que mostra qual o clima do filme, além de mostrar que dificilmente você irá conseguir ficar parado em sua cadeira assistindo a esse longa.
Utilizando a metalinguagem, o filme faz uma grande homenagem ao cinema em sua Era de Ouro além de homenagear o jazz, aquele estilo musical que aos poucos está morrendo (infelizmente).
Através da paixão de Mia pelo cinema, vemos várias referências aos filmes clássicos como Cantando na Chuva e Casablanca. Através de Seb, vemos como sua paixão pelo jazz é intensa e seu sonho de não o deixar morrer, e sim preservar aquele velho e bom jazz.
La La Land irá trazer de volta o encantamento que os musicais tinham. Você irá ficar com os olhos vidrados nas coreografias e emocionado com as músicas. Nos momentos mais intimistas, irá se sentir dentro de um teatro, com somente um foco de luz no artista, centralizando-o na cena.
Para completar o deleite visual, temos uma fotografia magnifica. A combinação de cores faz ser impossível desviar o olhar da tela, combinando perfeitamente os tons com as cenas de forma linda e às vezes contraditórias. Ao ver o longa, você simplesmente irá se esquecer do mundo real e ser transportado para outra dimensão. Através das cores, passeamos pelas estações com os personagens.
O diretor passeia com a câmera entre as cenas de forma elegante. Seus movimentos casam perfeitamente com os personagens e a ação vivida.
Ryan Gosling e Emma Stone estão fenomenais em seus papéis. O filme tem como objetivo se focar neles e em sua relação, e apesar de todos os sentimentos que nos invadem, nunca os esquecemos. Eles mostram uma química e dinâmica incrível juntos e acredito que o filme não seria o mesmo sem eles. Emma traz toda sua personalidade divertida em Mia e Ryan se mostra como uma alma velha em todas as cenas que aparece.
Em meio à tudo isso, o diretor nos transporta para um filme que iremos nos identificar rapidamente. O amor versus o sonho. O tempo todo isso é nos jogado na cara de forma emocionante, nos levando a questionar nossa vida e escolhas (para aqueles que sobrevivem da arte, será impossível não se identificar). A realidade nos é escancarada de forma tão bonita que o filme se torna ainda mais especial.
Os minutos finais são de tirar o fôlego, surpreendente. Ao terminar o filme, será difícil encontrar forças para se levantar e deixar o filme para trás. Você irá se pegar pensando nele por várias horas depois de assisti-lo e garanto que depois disso, mesmo assim será difícil tirá-lo da cabeça. (ai gente, sério, que final! Chorei horrores!!!!!)
Se o filme inteiro já foi tecnicamente perfeito, os últimos dez minutos não há nem palavras para descrever. Você irá sentir as lagrimas nos olhos e se emocionar feito uma criança.
É possível perceber que o diretor jogou sua alma em La La Land. Com tamanha perfeição, depois de vê-lo conseguimos entender porque está sendo tão comentado.
Aproveitem que o filme está em cartaz e corra para o cinema mais próximo. Será uma experiência que não irá se arrepender. Para os cinéfilos e fãs de musicais, impossível não assistir e já arrumar um lugar para ele na lista de favoritos.
 
Obs: Você não irá conseguir tirar City of stars da cabeça.




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